segunda-feira, 31 de maio de 2010

Dia Mundial sem Tabaco traz alerta às mulheres

A Organização Mundial da Saúde (OMS) celebra, na próxima segunda-feira (31), o Dia Mundial sem Tabaco de 2010. Este ano, o tema será Gênero e tabaco com ênfase no marketing para mulheres, com o objetivo de alertar sobre as estratégias que a indústria do tabaco utiliza para atingir o público feminino e os males que o cigarro causa à saúde e ao meio ambiente.No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) desenvolveu peças promocionais para uma campanha com o slogan Mulher, você merece algo melhor que o cigarro!. As peças trazem a imagem de flores como um contraponto ao cigarro: as flores representam proteção ao meio ambiente, beleza e qualidade de vida, contrastando com o cigarro, sinônimo de desmatamento, envelhecimento precoce e problemas de saúde.O Inca estima que o tabagismo seja responsável por 40% dos óbitos nas mulheres com menos de 65 anos e por 10% das mortes por doença coronariana nas mulheres com mais de 65 anos de idade. Uma vez abandonado o cigarro, o risco da doença cardíaca começa a decair – após um ano, reduz-se à metade e, após dez anos, atinge o mesmo nível de quem nunca fumou.Entre as mulheres que convivem com fumantes, principalmente seus maridos, há um risco 30% maior de desenvolver câncer de pulmão em relação àquelas cujos maridos não fumam. Além disso, o risco de infarto do miocárdio, embolia pulmonar e tromboflebite em mulheres jovens que usam anticoncepcionais orais e fumam chega a ser dez vezes maior que o das que não fumam e usam esse método contraceptivo.As gestantes também devem ficar alertas. Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia ocorrem mais frequentemente quando a mulher grávida fuma. Tais problemas se devem, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno. Os riscos para a gravidez, o parto e a criança não decorrem somente do hábito de fumar da gestante. Quando é obrigada a viver em ambiente poluído pela fumaça do cigarro, ela absorve as substâncias tóxicas, que, pelo sangue, passa para o feto. Quando a mãe fuma durante a amamentação, a nicotina passa pelo leite e é absorvida pela criança.
Fonte:Ministério da Saúde

Transferência das Emarc para IF Baiano está sendo acelerada



O processo de transferência das unidades da Escola Média de Agropecuária Regional da Ceplac (Emarc) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para o Instituo Federal de Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano) do Ministério da Educação (MEC) está sendo acelerado. Em reunião na Superintendência da Ceplac na Bahia, o reitor do IF Baiano, professor Sebastião Edson Moura, o diretor adjunto da Ceplac, Edmir Ferraz e o superintende de Desenvolvimento da Região Cacaueira no Estado da Bahia da Ceplac, Antônio Zózimo de Matos Costa, avaliaram o andamento da transição.
De acordo com Edmir Ferraz, o assunto tem sido tratado com bastante cuidado por ser ponto delicado do processo de transferência e aproveitou para tranqüilizar servidores da Ceplac envolvidos no processo quanto à transferência de patrimônio e obrigações que não trará nenhum prejuízo. O encontro reuniu também diretores nomeados para os campi Uruçuca, Itapetinga, Teixeira de Freitas e Valença do IF Baiano, onde funcionavam as Emarc.
Embora a transição não tenha acontecido ainda formalmente, o processo atualmente se encontra no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, cumprindo trâmites para total transferência depois de ter passado pela análise do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do MEC. Após analisado será emitido decreto que será assinado pelo Governo Federal.
O diretor adjunto da Ceplac informou que o IF Baiano está cooperando desde a concepção e projetos, programas e manutenção das atividades didático-pedagógicas até a questão da transferência de recursos para que as escolas possam funcionar plenamente. Ferraz mostrou-se entusiasmado com relação à passagem da Emarc ao IF, já que trará vantagens não só para as instituições envolvidas, mas também para a Região Cacaueira na Bahia.
“A concepção diz respeito não só a vantagem de obter recursos suficientes para manter as escolas, mas oferecer cursos de nível médio, profissionalizante e também de nível superior”, declarou. Na sua visão, a Emarc tem história na região, pois há 45 anos produz conhecimento, educação e saber. “A transição nada mais é do que uma continuidade, uma garantia de que aquilo que a gente aprendeu a fazer como Ceplac estará garantido e perpetuado”, declarou.
O reitor do IF Baiano, professor Sebastião Edson Moura, comentou que a reunião na Ceplac com todos os segmentos das escolas foi bastante participativa. “Não é de nosso interesse afastar os servidores atuais que atuam nas escolas, porque reconhecemos o conhecimento, a qualidade e o trabalho de todos esses anos realizado pela Ceplac. Não queremos romper nada”, frisou, acrescentando que a instituição de ensino tecnológico e superior também está assumindo servidores terceirizados das escolas. Em paralelo, serão realizados concursos tanto para o Centro Administrativo da instituição, na Reitoria em Salvador, quanto para a Emarc.
Fonte: CEPLAC

Conclat é recriada, 30 anos depois, com viés pró-Estado

A ideia de unir o movimento sindical em uma grande assembleia, realizada no centro nervoso da economia nacional - o Estado de São Paulo -, repete-se, no dia 1º de junho. Quase trinta anos depois do primeiro encontro entre diferentes correntes sindicais, organizado na Praia Grande (SP) em 1981, cinco das seis centrais reconhecidas pelo governo realizam a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) para mais de 30 mil trabalhadores, no Estádio do Pacaembu (SP). O encontro de 1981 unia sindicalistas pela recomposição salarial e pela democratização do país, que vivia sob regime militar. Se o ato dos anos 80 se sustentava pela crítica ao Estado, que arrochava salários e reprimia liberdades, a assembleia que ocorre na semana que vem está equilibrada justamente no contrário. O Estado, agora, é companheiro.
A assembleia tem como objetivo a acareação, por parte dos trabalhadores, do documento "Agenda da classe trabalhadora", formulado pelas cinco centrais - CUT, Força Sindical, NCST, CTB e CGTB - e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As centrais requerem a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, o fim do fator previdenciário e a abertura de órgãos federais, como o Conselho de Política Monetária (Copom), à representantes dos trabalhadores. (leia os principais pontos na arte ao lado).
O documento será entregue aos principais candidatos à Presidência: José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV), que, no entanto, não foram convidados ao evento. "Será um ato sindical. Há uma luta política, é claro, porque nos posicionamos frente a diferentes temas e vamos cobrar dos candidatos, mas o ato é essencialmente sindical", diz João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado, mas até o fechamento desta edição não tinha confirmado presença.
As cinco centrais que organizam a Conclat recebem, desde o início de 2008, uma parcela do que é arrecadado com a contribuição sindical, cobrada de todos os trabalhadores formais do país. De lá para cá, R$ 146,5 milhões foram transferidos aos cofres das seis centrais que atingiram o critério de representatividade elaborado pelo Ministério do Trabalho.
Destas, apenas a União Geral dos Trabalhadores (UGT), que ao todo já embolsou R$ 24 milhões com o imposto sindical, não participa da Conclat no Pacaembu. O presidente da entidade, Ricardo Patah, justifica a posição da UGT por avaliar que o evento se aproximará de um ato "pró-Dilma", em referência à Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência da República. Segundo apurou o Valor, a postura da UGT foi recebida como "erro profundo" por dirigentes de outras centrais. A UGT tem entre seus líderes filiados a PPS e DEM, que apoiam a pré-candidatura de José Serra (PSDB).
A Força Sindical, cujo presidente, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho, já declarou voto em Dilma, ainda não fechou posição. "As bases estão com Dilma, porque aprovam Lula", diz Juruna, "mas a entidade não vai declarar voto". A Força tem dois vice-presidentes do PSDB: Melquíades Araújo e Antônio Ramalho. As outras quatro centrais já manifestaram apoio à pré-candidata do PT. "Não vamos ficar em cima do muro na disputa. Entendemos que será um retrocesso o retorno do PSDB e do DEM ao Estado. Já que fazemos um balanço positivo do governo Lula, porque não apoiar sua candidata?", afirma Artur Henrique, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Como maior central - 38,2% de representatividade entre os trabalhadores formais - a CUT é também dona da maior fatia do bolo repartido pelo governo às centrais. Desde 2008, a entidade já abocanhou R$ 50,3 milhões oriundos do imposto sindical, que, no entanto, renega. "São os trabalhadores quem devem definir o quanto pagam, não o governo", diz Henrique. Com maior orçamento, foi a CUT quem mais contribuiu para a realização do evento: R$ 284,4 mil.
As regras de aluguel para eventos desportivos do Pacaembu preveem cobrança de 12% e 15% da renda para jogos realizados, respectivamente, na parte da tarde e da noite. O Corinthians, que joga no estádio desde os anos 1940, pagaria, por essa regra, cerca de R$ 90 mil aos cofres municipais, tendo preço médio do ingresso a R$ 20 e público próximo a 30 mil torcedores. No entanto, decreto assinado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) permite ao Corinthians pagar R$ 50 mil para jogos à tarde e R$ 62 mil à noite. Às centrais, por outro lado, vão pagar R$ 130 mil para ocupar o Pacaembu por um dia.
"A crítica ao imposto sindical repassado às centrais é maliciosa porque ignora custos para realizar eventos desse tipo", diz João Guilherme Vargas Netto, consultor sindical e técnico do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). "Se as centrais estivessem anestesiadas com o dinheiro que recebem, a crítica seria procedente. Mas estão promovendo um evento único no mundo", diz Netto. Segundo ele, o movimento sindical encontra-se falido - nos Estados Unidos, Canadá e México - ou preocupado com crises - como ocorre na Europa. "No Brasil, pelo contrário, as centrais estão unindo o movimento para um evento que define a plataforma política dos trabalhadores".
Para o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil, Antônio Neto, a unidade se faz necessária para "fortalecer as pautas". "Se os empresários fazem o evento deles, nós podemos fazer o nosso também", diz Neto, em referência ao documento entregue pela Confederação Nacional da Indústria aos pré-candidatos esta semana.
Fonte: Valor Econômico

domingo, 30 de maio de 2010

Bate-chapa no PT: Valmir Assunção diz que escolha de Pinheiro foi resultado da “militância”

Ao comentar a vitoria de Walter Pinheiro como o nome escolhido para representrar o PT no Senado, nas proximas eleicões, o deputado Valmir Assunção, vice-lider do PT na Assembleia Legislativa, disse que a escolha dele em detrimento do nome de Waldir Pires “foi resultado da articulação, da militância e, principalmente, do diálogo”.
Assunção, que disse agora há pouco, através de sua assessoria, ter sido um dos principais articuladores do nome de Pinheiro para o Senado, tendo inclusive levado o ministro da Pesca, Altemir Gregolin, em um almoço na semana passada em apoio ao petista, comemorou juntamente com outros integrantes do PT que apoiavam a candidatura do deputado federal. “Agora, é trabalhar para eleger Dilma, Wagner, Lídice, que será a primeira mulher baiana no Senado, e Pinheiro, como companheiros de luta”, disse.

Paulo Henrique Amaorim, define a importância da grande mídia brasileira.

Paulo Henrique Amaorim, define a importância da grande mídia brasileira.

"Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista."

Arruda dava dinheiro a partido que apóia Serra. Bye-bye Serra 2010

Vote em um careca e leve dois

Saiu no Estadão:
Barbosa liga Rodrigo Maia a esquema de Arruda
O delator do “mensalão do DEM” do Distrito Federal, Durval Barbosa, afirmou ao Estado que o presidente nacional do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ), era um dos beneficiários do esquema montado pelo governador cassado José Roberto Arruda.
“O acerto do Rodrigo era direto com o Arruda”, disse Barbosa. Autor dos vídeos que levaram à queda de Arruda, de quem foi secretário de Relações Institucionais, Barbosa afirmou que a participação do presidente nacional do DEM é uma das vertentes da nova fase das investigações, com as quais colabora por meio de um acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal.

Clique aqui para ler a matéria completa no Estadão.

Clique aqui para ver o vídeo “Vote num careca e ganhe dois”.



Fonte: Conversa Afiada

Revista conservadora alemã trata Lula como super-star

Lula não se levanta quando entra o presidente americano: “não levantaram para mim”
A revista conservadora alemã analisa o acordo do Brasil e da Turquia com o Irã.E faz elogios rasgados ao Lula.

(O Conversa Afiada oferece esse post como singela homenagem aos notáveis colonistas (*) Monica Bergamo e Ricardo Noblat. )



Der Spiegel :



“Lula Superstar


Com iniciativas sempre novas, o Presidente brasileiro conquista para seu país um peso cada vez maior no mundo. Seu golpe mais recente: convenceu os governantes do Irã de um acordo nuclear controverso – uma chance para evitar sanções e guerra?


Quais foram os palavrões com que ele, na altura, foi chamado: ele seria um comunista, um proletário grosseiro, um bêbado. Mas isso já faz parte do passado. Paralelamente à ascensão da nova potência econômica, o Brasil, sua reputação aumentou de forma surpreendentemente rápida; para muitos, o Presidente brasileiro vale como o herói do Hemisfério Sul, como o contrapeso mais importante de Washington, Bruxelas e Pequim. A revista norte-americana “Time” foi um pouco mais longe, ao denominar-lhe, há duas semanas, o “líder político mais influente do mundo”, na frente de Barack Obama. Na sua pátria, ele já é considerado o futuro titular do Prêmio Nobel da Paz.
Agora, esse Luiz Inácio da Silva, 64, cujo apelido é “Lula”, filho de analfabetos que cresceu em uma favela, lançou novamente um golpe de mestre político: durante uma maratona de negociações, fechou com o governo iraniano uma acordo nuclear. Na segunda-feira passada, ele apareceu em Teerã triunfante, lado o lado com o Primeiro-Ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan e o Presidente Mahmud Ahmadinejad. Todos os três estavam convictos de que a questão das sanções da ONU contra o Irã, motivadas pelo possível programa iraniano de armas nucleares, teria passado, com isso, a ser história. O mundo ocidental, que tanto insistiu na radicalização das medidas internacionais de punição, parecia surpreso e sem ação.
O contra-ataque de Washington ocorreu já no dia seguinte, começando um novo capítulo do conflito iminente sobre o programa nuclear; Pequim, em particular, por muito tempo se opôs a uma atuação mais rígida. A Secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, proclamou: “Em cooperação com a Rússia e a China, chegamos a um consenso sobre um projeto forte”. A planejada resolução sobre sanções será encaminhada para todos os membros do Conselho de Segurança da ONU – também para o Brasil e a Turquia. Atualmente, por um mandato de dois anos, esses dois países têm um assento não-permanente como membros eleitos nesse Conselho de 15 países, dos quais nove membros devem aprovar a resolução antes de poder entrar em vigor.
De maneira explícita, Clinton agradeceu a Lula por seus “esforços honestos”. No entanto, podia-se notar que ela considerava a iniciativa como algo que somente atrapalhava: “Sanções rígidas serão a mensagem inequívoca transmitida para o Irã sobre o que esperamos deles”. Porém, será que a abordagem menos confrontadora de Lula do conflito acerca do programa nuclear não é mais promissora? Será que Lula Superstar, com a retaguarda coberta por um país da OTAN, a Turquia, se deixaria refrear tão facilmente?
Quem conhece sua história, não apostaria nisso: esse homem sempre superou todos os obstáculos, contradizendo todas as probabilidades. Cedo, o pai abandonou a família, a mãe mudou com os oitofilhos do Nordeste brasileiro para o Sul industrializado para ter, pelo menos, uma chance de sobreviver. Só aos dez anos, o pequenino aprendeu a escrever e ler. Como engraxate e vendedor de frutas, ajudou a sustentar a família. Trabalhava em uma fábrica de tintas. Lutava para obter uma vaga de aprendiz como metalúrgico. Tinha 25 anos quando faleceram sua mulher e o filho comum que ainda não havia nascido, porque a família não tinha os meios suficientes para pagar o tratamento médico.
Ainda jovem, Lula virou militante político. Nos tempos da ditadura militar, organizou como sindicalista greves ilegais e, nos anos oitenta, várias vezes foi preso. Insatisfeito com a esquerda tradicional, ele fundou um partido próprio, o Partido dos Trabalhadores, que ele transformou, passo a passo, de um partido comunista em um partido social-democrata. Nas eleições presidenciais, sofreu três vezes uma derrota. No entanto, em 2002, conseguiu a vitória, com uma larga vantagem. Foram os pobres e miseráveis nesse país de contrastes econômicos extremos que depositaram sua esperança no líder proletário carismático. Os milionários já haviam abastecido seus jatos, temendo sua expropriação.
Porém, quem esperava ou acreditava em uma revolução ficou surpreendido. Lula, após tomar posse, levou os membros do governo para uma favela, e atenuou, por intermédio de seu programa abrangente “Fome Zero”, a miséria dos desprivilegiados. E não assustou os mercados. Preços elevados de matérias-primas e uma política econômica moderada, baseada em investimentos do exterior, bem como em recursos nacionais de formação e aprendizagem, permitiram a Lula renovar, em 2006, seu mandato.
Em dezembro, terminará o mandato de Lula, que não pode ser reeleito novamente. Do ponto de vista da política interna, ele fez muito bem seu dever de casa, construindo também a figura de sua possível sucessora no cargo. No entanto, o Presidente autoconfiante deixa seu legado mais nitidamente no ambiente da política externa: ele considera imprescindível conseguir para o Brasil, com seus 196 milhões de habitantes, um papel de grande potência mundial, conduzindo o país para um assento no Conselho de Segurança da ONU.
Lula reconheceu que, na busca deste objetivo, deve manter boas relações com Washington, Londres e Moscou. Porém, reconheceu também que contatos estreitos com países como a China, a Índia, países do Oriente Médio e da África talvez sejam ainda mais importantes. Ele se vê como homem do “sul”, como líder dos pobres e excluídos. E ele, naturalmente, também observa o deslocamento do equilíbrio: no ano passado, a República Popular da China, pela primeira vez, superou os EUA como parceiro comercial mais importante do Brasil.
Lula é o único governante de um país que se apresentou não apenas no exclusivo Fórum Econômico Mundial em Davos, mas também no Fórum Social Mundial, com posição crítica à globalização, em Porto Alegre. Sem parar, ele viaja pelo mundo, visitou 25 países somente na África, muitos na Ásia, na América Latina quase todos, sempre com uma comitiva empresarial ao lado. Está sempre proclamando sua crença em um mundo multipolar. E, sendo um orador muito carismático e um líder proletário “autêntico”, no mundo inteiro é saudado pelas massas como se fosse um pop-star. “I love this guy”, entusiasmou-se também, em 2009, o Presidente Barack Obama, por ocasião do encontro do G20 em Londres.
Hoje, Obama não está mais tão seguro, de jeito nenhum, que Lula é o “cara”. Cada vez mais autoconfiante, o brasileiro se distancia da Washington, e procura às vezes até a confrontação. Por exemplo, no caso de Honduras.
Historicamente, os EUA consideram a América Central o seu “quintal”. Por isso, ficaram muito surpresos quando Lula, no ano passado, ofereceu abrigo ao Presidente derrubado, Zelaya, na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa e exigiu o direito de participar da solução do conflito. Brasília negou-se a reconhecer o novo Chefe de Estado e desta maneira se posicionou claramente contra Obama.
Em seguida, tudo aconteceu muito rápido. Lul viajou a Cuba, encontrou-se com Raúl e Fidel Castro e exigiu o fim imediato do embargo econômico americano. Lula comparou adversários do regime, que sofrem nas prisões de Havana, com criminosos comuns, o que deixou os anfitriões muito contentes. Lula também fez questão de aparecer em público com Hugo Chávez, que vive maldizendo Washington e censura cada vez mais a imprensa do país; na edição 20/2008 do Spiegel, Lula chamou o autocrata de “Melhor Presidente venezuelano dos últimos 100 anos”.
Quando há alguns meses recebeu Ahmadinejad em Brasília, elogiou a sua vitória eleitoral supostamente regular e comparou a oposição persa com torcedores de futebol frustrados. O Brasil também não permitiria intervenções alheias no seu programa nuclear “naturalmente pacífico”, disse. Apesar da solidariedade demonstrada, muitos estavam céticos quando Lula partiu para Teerã para negociar um acordo nuclear com o Irã – os iranianos, nos últimos meses, demonstravam pouca disposição para um acordo. Durante uma coletiva em Moscou, Medvedev avaliou as chances de um acordo mediado pelo Brasil de no máximo 30%, enquanto Lula disse “eu vejo uma chance de 99%”. Apareceu, nessa ocasião, novamente o ego explícito do homem que veio de baixo. “Ele se considera um curador que pode operar milagres em causas na quais outros fracassaram”, diz Michael Shifter, especialista dos EUA em assuntos latino-americanos.
Se depois de 17 horas de negociações em Teerã, realmente foi conquistado um êxito ou se o acordo é apenas “uma futilidade” (Frankfurter Allgemeine Zeitung) com a qual os iranianos espertalhões pretendem enganar o mundo mais uma vez, não ficou claro, somente há indícios. Em Viena, a AIEA comunicou cautelosamente que qualquer passo em direção a um acordo nuclear seria um progresso. Por determinação da ONU, os inspetores da AIEA são competentes para controlar instalações nucleares no mundo todo. Nos últimos tempos, encontraram cada vez mais indícios de um programa ilegal de armas nucleares do Irã e exigiram urgentemente que Teerã seja mais aberta à cooperação. Agora a conclusão dos especialistas de Viena, que nunca abandonaram as consultas com Teerã e que nunca insinuaram algo que não pudessem comprovar, será de grande peso. Que os iranianos pretendem comunicar o conteúdo do acordo à AIEA só “dentro de uma semana” é outro motivo para desconfiança.
Governos ocidentais se manifestaram de maneira muito crítica no sentido de que a resolução da ONU, publicada por Clinton imediatamente após o acordo de Teerã, serviria também para acalmar os israelenses. Alguns membros do governo de linha dura de Benjamin Netanyahu reclamam abertamente do “compromisso podre”, e o Ministro do Comércio Benjamin Ben Elieser opina que Teerã pretende “novamente fazer o mundo todo de palhaço”.
Uma avaliação bem interessante do documento Lula-Ahmadinejad-Erdogan foi feita pelo instituto americano ISIS, que sempre defendeu uma solução negociada e considera uma “opção militar” na questão nuclear iraniana impossível. Os especialistas nucleares independentes fazem uma relação detalhada de suas dúvidas e analisam os pontos fracos dos termos do acordo já conhecidos. Os iranianos assumem apenas o compromisso de transportar 1200 kg do seu urânio pouco enriquecido para a Turquia para receberem em troca combustível nuclear para o seu reator de pesquisas de Teerã. As dimensões são iguais às de um negócio proposto pela AIEA em outubro do ano passado, o que na época significaria expedir mais de 75% do urânio já produzido para o exterior e impossibilitar a construção de uma bomba atômica – uma medida para criar confiança, uma pausa para negociações. O acordo atual não considera que o Irã, por causa das novas centrífugas em Natanz, deve dispor atualmente de 2300 kg de urânio; quer dizer que o país pode permanecer com quase a metade da matéria prima para a bomba atômica e dispõe de suficiente material para uma “investida” em direção à arma nuclear.
O acordo oferece, outrossim, uma via de escape decisiva. Aos governantes do Irã é concedido o direito de recuperar o urânio da Turquia se eles acharem que qualquer cláusula do contrato “não foi cumprida”. E o que é mais importante: o acordo não inclui o compromisso de terminar o enriquecimento de urânio – “nem sonhamos com isto”, disse um representante oficial. Mas é justamente isso que a ONU exige, já após três turnos de sanções, de maneira inequívoca. Lula não deve ligar muito para isto.
Ele demonstrou que virou um fator indispensável no palco internacional. Na terça-feira, o Presidente do Brasil foi festejado por seus amigos durante a Cúpula América Latina – UE em Madri por causa do seu engajamento pela paz. A sua apresentação demonstrou algo como “vejam, o molusco tem muitos braços”. E ele demonstrou que sabe nadar no aquário dos tubarões grandes. Nos bastidores, Lula Superstar costuma contar como curou os diplomatas brasileiros da síndrome de vira-lata; assim ele denomina o profundo complexo de inferioridade que muitos dos seus compatriotas até pouco tempo atrás sentiam frente a americanos e europeus. Foi em 2003, na grande estréia internacional de Lula na cúpula do G-8 em Evian na França. Todos estavam sentados no Hotel do congresso e esperaram por George W. Bush. Quando este finalmente entrou no salão, todos levantaram, só Lula ficou sentado e mandou o seu Chanceler fazer o mesmo. “Eu não participo deste comportamento servil” disse o Presidente do Brasil. “Quando eu entrei, também ninguém levantou.”


Paulo Henrique Amorim
(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (*) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.


Bahia recebe investimentos no âmbito da Pesca

24/05/2010 - 18:21

O Ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, e o Governador do Estado da Bahia, Jacques Wagner assinam, nesta terça-feira (25/05), na cidade de Salvador (BA), contrato para construção de quatro embarcações destinadas a captura de atuns e afins e anunciam várias ações para estruturação e fortalecimento da pesca no estado. O ato acontecerá às 9:30h na Fundação Luis Eduardo Magalhães – Centro Administrativo da Bahia.
A construção das embarcações foi aprovada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura – MPA – e será financiada pelo Programa Nacional de Financiamento da Ampliação e Modernização da Frota Pesqueira Nacional – Profrota Pesqueira, com recursos do Fundo Constitucional do Nordeste - FNE.
As embarcações atuarão no litoral da Bahia junto ao novo terminal pesqueiro em fase de construção uma parceria entre Governo Federal e Governo do Estado da Bahia, e que, em operação representarão um aumento presumido de 800 toneladas/ano de pescado a ser ofertado no estado.
O montante de financiamento direto chega a aproximadamente 12 milhões de reais em forma de financiamento às Cooperativas para construção das embarcações, valores que serão contratados pelo Banco do Nordeste com recursos do Fundo Constitucional do Nordeste – FNE. O BNB, agente financiador dos contratos, assinará com a Cooperativa Mista de Itacaré – Coompi e Cooperativa dos Pescadores de Camaçari – Coopesc.O MPA aportará ainda até R$ 2,6 milhões por meio de seu orçamento para equalização das taxas de juros dos contratos firmados no âmbito do Profrota. As embarcações serão construídas pela Estalbras - Estaleiro Brasil S/A com prazo estimado de entrega de 18 meses.
A parceria MPA/IFBA/Bahia Pesca, no âmbito de suas atribuições, visa o desenvolvimento de projetos e atividades voltados para o treinamento de recursos humanos, desenvolvimento e difusão de tecnologia; editoração e publicação, planejamento e desenvolvimento institucional abrangendo as áreas de ensino, pesquisa e extensão, em cooperativas de pesca para atuarem em embarcações e atividades de pesca oceânica no Estado da Bahia.
O recurso utilizado será de cerca de 1 milhão de reais em processos de capacitação e incubação das Cooperativas a ser executado pelo Instituto Federal de Educação do Estado da Bahia IFBA – campus Valença, e, R$ 400 mil para capacitação de pratica de mar a ser executada pela Bahia Pesca.
O processo de incubação das cooperativas percorre desde o surgimento da cooperativa até sua consolidação e busca através da troca de conhecimentos entre trabalhadores e Incubadora, fazendo com que a cooperativa, no fim do processo, conquiste autonomia e possa garantir por si mesma tanto a democracia interna como sua existência mercantil. Um processo de planejamento, formação e capacitação que garanta a autogestão do empreendimento.
Os Terminais Pesqueiros Públicos (TPP’s) serão estruturas de suporte à atividade dos municípios que tenham tradição de pesca, através do serviço de recepção e comercialização adequada do pescado, apoio em terra e em mar às embarcações, atracação e abastecimento dos diversos insumos necessários à atividade.
A construção do Terminal Pesqueiro de Ilhéus, localizado no Território do Litoral Sul da Bahia, aumentará a qualidade do pescado desembarcado e o controle geral da atividade pesqueira, facilitando o transbordo, o escoamento, a comercialização de produtos e o aumento da oferta de pescado às populações nas áreas de abrangência e a redução dos custos. O investimento nos TPP’s é de mais de R$ 19 milhões.

sábado, 29 de maio de 2010

A direita, enfim, achou seu candidato


Do Editorial do Carta Maior
Depois do Mercosul, o novo alvo de Serra é a Bolívia. Para azar do pré-candidato tucano e sorte do Brasil e do mundo, a era Bush chegou ao fim. Algum assessor com um mínimo de lucidez e informação bem que poderia avisá-lo das mudanças que estão em curso no mundo. Mas se o ex-governador de São Paulo decidiu abraçar por inteiro a agenda da direita no Brasil, na América Latina e nos Estados Unidos, faz sentido ele lutar pela restauração da velha ordem. Pode-se dizer, então, que, …Leia mais »
Fonte: Página13

Dilma está convencida de que se elegerá

Discursando para uma plateia de aproxidamente 600 integrantes da Associação da Mulher Trabalhista, a candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou na noite desta sexta-feira, na capital mineira, que é hora de uma mulher assumir o comando do governo federal. A presidenciável ressaltou “qualidades” das mulheres que, segundo ela, têm condição de “cuidar” do país.
“Somos capazes, sim, de dirigir o Brasil porque temos várias qualidades. As mulheres são pragmáticas e práticas. A mulher cuida e um país como o nosso precisa disso. Precisa de cuidado”, declarou Dilma, em discurso durante a o debate “Empoderamento da Mulher e as Eleições 2010″, no V Congresso Nacional da Ação da Mulher Trabalhista, organizado pelo PDT no ginásio Mineirinho. (O Globo)

Construindo Diálogos por um Brasil Fora do Armário!

Por Rídina Motta e Vinícius Alves


Entre os dias 17 e 19 de Maio de 2010 Brasília foi palco de diversas atividades contra a homofobia que culminaram na realização da I Marcha Nacional LGBT.O evento contou com a presença de 3mil pessoas vindas de todos os estados do País e que marcharam reivindicando a criminalização da homofobia e a aplicação do Plano Nacional LGBT – que visa garantir a cidadania plena a Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.Leia mais »

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Dilma: corte de gastos públicos deve ter critério

A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, combateu hoje a ideia de fazer cortes de despesas públicas de custeio (educação, serviços de saúde) sem critérios, como os partidos de oposição têm proposto. Segundo ela, a redução de gastos tem que de ser feita com cuidado e analisando caso a caso.
“Todo mundo quer qualidade na saúde, na segurança pública, na educação, mas não se consegue isso sem investir. Isso não pode”, disse a ex-ministra, em entrevista coletiva após participar de sabatina na Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Dilma acrescentou: “Não pode falar que vai acabar com área X, tem que buscar maior eficiência dentro delas. Fazer corte e ver o que pode ser mudado. Falar de forma genérica parece que fica um discurso que é reminiscência da crise do mercado absoluto. Naquela época não se investia em estrada, não se aumentava salário mínimo”.
Questionada sobre a posição do Brasil em relação ao Irã, Dilma defendeu a política externa do governo Lula e salientou que o país demonstrou seu compromisso com a paz ao fechar com o Irã e a Turquia um acordo para enriquecimento de urânio.
“Não demonstramos ingenuidade como dizem alguns. Buscamos efetivamente o diálogo, a paz e a construção de relações e que é possível fazer acordos e não levantar muros”, disse a petista. “A ação do governo brasileiro conduz à paz. Não vejo efetividade na política de sanção. Com ela, você prejudica o povo e nunca vi isso impedir governos de agir dessa ou daquela maneira.”

LÍDICE QUER VOTAÇÃO UNÂNIME DA UFBA

Foto: Tiago Melo/ BN
Lídice diz que suas raízes políticas estão na UfbaA pré-candidata ao Senado Lídice da Mata (PSB) disse ao Bahia Notícias, no Congresso Brasileiro de Municípios, que espera uma votação unânime dos professores e alunos da Universidade Federal da Bahia (Ufba).
A explicação para conseguir a façanha está nas raízes da socialista. Ela diz que foi a primeira presidente eleita do Diretório Central de Estudantes (DCE) na instituição, iniciou sua trajetória política dentro da entidade de ensino. Lídice explicou também como funcionará o pacto de aliança que selou recentemente com o deputado Valmir Assunção (PT), que a colocará no circuito do Movimento Sem Terra. “Nós vamos criar uma agenda, um cronograma para essa entidade. O meu papel estará voltado, em sua essência, no movimento feminino dentro do MST. Tenho certeza que essa parceria com o companheiro Valmir será mais do que produtiva, afinal já dobramos por diversas vezes em outras campanhas”, declarou.
(Gusmão Neto)